Um processo de digestão aeróbia segue três vias metabólicas ao mesmo tempo:

Processo dissimilante
Processo assimilativo
Processo de respiração endogénica ou auto-oxidação

Em qualquer dos três processos, um dos factores limitativos é a quantidade de Oxigénio disponível em cada momento.

Os equipamentos de arejamento convencionais podem fornecer a quantidade de Oxigénio necessária, embora seja por meio de um elevado consumo energético. A excessiva agitação introduzida no licor provoca uma perda importante de calor que, em tempo frio, faz com que o processo de digestão aeróbia pare ou se processe muito devagar.


Vantagens de utilização de Oxigénio puro

Substituindo o Ar por Oxigénio puro, conseguem-se as seguintes vantagens:

Elevada quantidade de Oxigénio disponível com um gasto energético mínimo;
Minimizar a perda de calor devido à menor energia de agitação aplicada, e ao baixo volume de gás purgado do sistema;
Aproveitar eficazmente o calor gerado pelo processo exotérmico, mantendo uma digestão estável independentemente da temperatura ambiente;
Reduzir drasticamente emissões de Compostos Orgânicos Voláteis, COV's, para a atmosfera;
Diminuir o tempo de retenção hidráulica necessário para a estabilização da lama;
Diminuir a quantidade de sólidos totais e sólidos voláteis, obtendo uma lama com menor respiração, que permite um pós-tratamento mais económico;
Possibilidade de modificar instalações de digestão projectadas para outros processos com investimentos mínimos;
Possibilidade de projectar novas instalações de digestão aeróbia compactas e económicas;
Devido ao aumento de temperatura do processo, consegue-se um aumento da velocidade de digestão da lama, uma maior secagem e uma diminuição no consumo de floculantes.

 
 
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